quarta-feira, 19 de setembro de 2012

...


É que Narciso acha feio o que não é espelho... ouvindo Caetano


sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Repassando Texto 21/11/2010...

Pois bem... cheguei ao saldo dos 30 anos, já que entro na versão 3.1...


Bom este ano eu aprendi muito...
aprendi que sou solitário, mas não gosto de ficar sempre sozinho;
aprendi que uma tatuagem dói muito e que quem faz merece meus parabéns;
aprendi a pagar para ter prazer mesmo que valor não esteja implícito na conversa;
aprendi que pensar demais na morte pode me levar a um ataque de pânico;
aprendi a conviver com a perda de um ente querido;
aprendi que é melhor deixar ir que aprisionar;
aprendi a amar e ser amado por um animal e também a perder esse amor;
aprendi a valorizar os verdadeiros amigos, pois são esses que te ligam e perguntam apenas: Está tudo bem? e aprendi sentindo as dores que esses são muito poucos...
aprendi que para ser o melhor tenho de estudar muito;
aprendi que pessoas maravilhosas cruzam meu caminho a cada dia e em cada lugar que eu for;
aprendi que quando não quero mais algo, significa que está na hora de abandonar;
aprendi a ouvir mais meu instinto e agir menos com a razão;


aprendi que a cada ano que passa, tenho muito a aprender, e espero viver muito para poder aprender mais e mais...


Mas ainda assim agradeço a Deus por mais um ano e uma nova oportunidade de ser feliz que a vida está me oferecendo... Acho que sou feliz, sou livre e inesculpável diante de mim mesmo! Portanto bola pra frente e que os 3.2 cheguem com saúde e felicidade!!!

sábado, 10 de abril de 2010

Excesso de Otimismo





Existe coisa mais chata que pessoa cem por cento otimista?


Não se assuste que não estou falando que a nova onda é o pessimismo, mas estou cansado de pessoas chatas e vazias. Chatas quero dizer de pessoas que não nos acrescentam em nada e demonstram sempre suas qualidades como que se a vida fosse um eterno Big Brother onde câmeras a vigiam e suas benevolências são vinte e quatro horas por dia exibidas para que todos a possam parabenizar por seus inúmeros atributos.


Gosto de gente real. Neuróticos e cheios de defeitos, que esquecem a tampa do vaso sanitário aberta, que lambe a tampinha do iogurte, que possui meia furada no meio de muitas meias novas. Pessoa normal que não tem a pretensão de agradar a todos com suas palavras cheias de frases prontas e que as vezes erra nas conjunções e não sabe todos os segredos da geografia, e nem sempre conhece a todos os programas que o Discovery Chanel passa.


Não tenho mais tempo para dar ouvidos e pior ainda, ser julgado por esses seres perfeitos que existem para mostrar seus corpos sarados e esculpidos diariamente em uma rotina de exercícios que nem tenho coragem de perguntar.


Acho que para esses existe um mundo mais exigente do que aquele que estou acostumado, pois não esperam de mim que eu seja dessa forma. Criei uma expectativa baixa sobre esses assuntos e tudo o que eu criar será muito mais bem aceita... Ao menos é isso que espero.

domingo, 4 de abril de 2010

Andréa Dória - Renato Russo

Olhando-me no espelho...
cantei...

Às vezes parecia
Que, de tanto acreditar
Em tudo que achávamos tão certo
Teríamos o mundo inteiro e até um pouco mais
Faríamos floresta do deserto
E diamantes de pedaços de vidro
Mas percebo agora
Que o teu sorriso
Vem diferente
Quase parecendo te ferir

Não queria te ver assim
Quero a tua força como era antes.
O que tens é só teu
E de nada vale fugir
E não sentir mais nada

Às vezes parecia
Que era só improvisar
E o mundo então seria um livro aberto
Até chegar o dia em que tentamos ter demais
Vendendo fácil o que não tinha preço
Eu sei, é tudo sem sentido
Quero ter alguém com quem conversar
Alguém que depois
Não use o que eu disse
Contra mim

Nada mais vai me ferir
É que eu já me acostumei
Com a estrada errada que eu segui
E com a minha própria lei
Tenho o que ficou
E tenho sorte até demais
Como eu sei que tens também.

domingo, 7 de março de 2010

Doce Caseiro...





O verão vai aos poucos ficando para trás e para nós que moramos no litoral - Balneário Camboriu, Santa Catarina - vai nascendo um desejo de ficar em casa, com o sentimento de dever cumprido para com todos os que passaram por nossas praias, casas noturnas e bares, de que levam um pouco com eles aquele gostinho de quero mais.
Mas em nós nativos do litoral começa uma época para descanso, com o fim dos congestionamentos, o frio, as chuvas e o melhor de tudo: ficar em casa!
Certo mesmo é que não são todos que concordam com minha teoria, mas mesmo assim gostaria de falar um pouco sobre as delícias de se ficar em casa curtindo seu canto, com ou sem companhia, apenas eu comigo mesmo!
Acho que fiquei mais caseiro com a chegada do meu filhote. Um pequeno Shitzu chamado Calvin, que preencheu todos os cantos da minha casa, me dando dando de presente com ele o sentimento de culpa, ao deixá-lo sozinho e a alegria de ter a cada chegada em casa um festa exclusiva.
Meu espaço possui filmes que gosto de ver acompanhado ou sozinho, músicas que canto e as vezes danço sozinho na sala sem vergonha e com certeza de uma maneira que jamais faria em uma balada com amigos. Gosto de músicas que não fazem sucesso e muitas que já sairam de moda muito tempo. Mas fazem parte do meu Universo Particular!
Ultimamente sinto cada vez mais vontade de chegar em casa depois de um dia de trabalho cansativo e comer algo e sentir meu espaço com toda a sua segurança e conforto. Pensando nisso me incentivei mais a fazer o curso de design de interiores, o qual começei recentemente.
Não digo que uma baladinha não me chame a atenção, apenas estou vivenciando uma nova experiência de prazer nas coisas simples e me encanta saber que a vida é cheia de momentos assim e espero, sem preconceitos vivencia-los um a um. Beijos.

domingo, 15 de novembro de 2009

Curtas histórias...






Mathias conheceu Robson de maneira inesperada, através de um contato no orkut de um amigo em comum e acabaram se apaixonando. Se amaram de todas as maneiras que a vida lhes permitia e juraram promessas de paixão eterna. Construiram planos e passaram a integrar um ao outro em suas vidas. Um dos casos antigos de Robson arquitetou um plano para separá-los com mentiras a respeito de Mathias, o que derrubou as finas estruturas levantadas por ambos. Após seis meses de um tórrido romance, terminaram e hoje são amigos.


Julian lecionava e Daniel trabalhava com Recursos Humanos em uma grande empresa. Ambos iniciaram um namoro com muito sexo, pois se completavam na cama como com nenhum outro casal. Daniel e Julian ficavam fins de semana inteiros trancados em um apartamento apenas curtindo um ao outro. Julian morava a cem kil0metros de Daniel e essa distância os afastava fisicamente e a saudade não aumentava. Decidiram estarem livres para relacionamentos mais próximos e serem amigos.


Estevão adora se relacionar com as pessoas. Todos o amam e querem estar perto dele. É bonito, simpático e possui um sex appeal fenomenal. Gosta de balada e ama se aventurar pelo mundo. Curte drogas leves e raves exporádicamente. Não se prende a ninguém. Rafael é apaixonado por ele, e acredita que um dia eles vão ficar juntos...


Marcos sempre foi apaixonado por música. Suas seleções musicais baixadas na internet eram as preferidas dos carros de seus amigos. Nunca foi muito de balada, mas sempre gostou das coisas boas da vida. Trabalhou duro sempre. Enquanto ainda namorava, em uma pequena escapulida conheceu a Carlos através de um site da internet. Se encontraram e ambos se separaram de seus respectivos casos e ainda estão juntos. Construiram uma bela casa e possuem tres cães que fazem de suas vidas uma completa alegria.


Ricardo era casado com Beatriz. Desde pequeno ele teve atração por meninos, mas não sabia se aquilo era apenas uma fase e guardou todo desejo para sempre dentro de si. Conformado casou-se e construiu uma familia. Após dois anos de casamento, encontrou-se com Guilherme, uma paixão antiga a qual o fez perder a cabeça e trair sua esposa. Após um ano de caso extraconjugal largou tudo e separou-se para ficar com Guilherme, mas após isso, Guilherme casou-se com Tatiana e nunca mais conversou com Ricardo. Hoje Ricardo mora em outro estado e vive livremente sua vida sexual e Guilherme esta separado.


Matheus não conseguia entender bem essa situação de ser gay e ser hétero. Gostava de meninos e a sociedade o obrigava a ficar com meninas. Seu padrasto não o ajudava e a escola não o aceitava. A religião o condenava e os amigos o zombavam. Matheus enforcou-se com apenas 14 anos.


"Quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração, e quem irá dizer que não existe razão?" Renato Russo

domingo, 11 de outubro de 2009

-O Ônibus, o Tipo e os Cães no Cio-





O homem é o único animal com capacidade de raciocínio!


Certeza disso pude ter essa semana ao ficar de babá do cãozinho de um amigo meu, que possui um casal de Shitzus, e a fêmea estava no cio, e como o seu dono não quer que ela pegue cria e também não quer aplicar nela a famosa injeção para cortar o cio, dadas as complicações para a saúde da pequenina, preferiu deixar o machinho na casa de alguém que pudesse cuidar e ao mesmo tempo tivesse espaço.


Acabei ficando com essa incumbência, nada difícil. Para mim, além da companhia, o mais interessante foi ver a atitude do macho querendo a todo custo fecundar a fêmea. Ele ficava completamente transtornado próximo dela, tentando a todo custo cruzar de modo que não se importava em comer, apenas ficava correndo atrás da fêmea, sendo necessária a separação para que não tivesse outros problemas.


Não sei se estava maluco ou não, acabei fazendo um comparativo com a situação do cãozinho. Estava eu no ônibus indo em direção ao trabalho e comecei a analisar os homens que entravam e desciam. Silenciosamente media a todos, e me questionava internamente: Será que eu dormiria com esse? Também afirmava silenciosamente: Com esse eu dormiria! Com esse eu não teria coragem! Com esse... Com esse...


Percebi que todos temos um tipo definido de homem que nos atrai. Alguns gostam de altos e magros, outros de baixos e gordos, e tantas opções que me faltariam adjetivos. Porém eu possuo meu tipo de homem ideal, mas isso não quer dizer que não iria abrir minhas exceções, principalmente quando eu percebo que as vezes estou mais afim de sexo do que de um relacionamento. Vejo brotar um desejo que mais tem a ver com amor carnal do que qualquer outra coisa.


Quando percebo que estou medindo todos os homens na rua, no ônibus, na fila do mercado, me assusto, pois estou como o shitzu macho de meu amigo que precisa realizar seu instinto de alguma maneira. Será que não estamos anulando nossos instintos em nome de certos procedimentos aceitos pela sociedade moderna? Digo isso pois em algumas sociedades é aceito o homem ter várias esposas, mas aqui por exemplo, não seria respeitoso. O instinto de caçador nos faz trair pelo simples fato de coabitarmos? Seria uma desculpa para os que traem? Mas também o que diríamos a todos os que com domínio próprio mantem-se fiéis em relações que constroem dia a dia? Realmente somos seres misteriosos...

domingo, 27 de setembro de 2009

Minha Indignação!




Sempre venho à Revista Lado A expondo um pouco do meu dia a dia nos relacionamentos e questionamentos internos e procuro sempre levar à verdade da maneira mais limpa possível.


Mas esse fim de semana passei, juntamente com outros cinco amigos por uma situação que não poderia deixar em branco. Estavamos em uma lanchonete vinte e quatro horas muito conhecida e muito frequentada por gays daqui de Balneário Camboriu, conversando e brincando à respeito da balada que acabávamos de visitar. Em alguns momentos dois de nossos amigos que namoravam trocavam carícias e leves beijos no rosto e selinhos. Estavamos sentados em uma mesa localizada na calçada, ao lado das portas do empreeendimento, com um homem manobrista de carros nos vigiando. Certa feita um homem, que depois se apresentou como dono da lanchonete, se colocou atrás de nós como que nos observando.


Num dado momento um dos meninos atirou um guardanapo usado e amassado no outro por brincadeira e foi retribuido com o mesmo guardanapo. Nessa feita o homem veio até a mesa e de uma maneira grosseira mandou um dos garçons retirar os pratos e dizia que ali não era a casa de ninguém dos que estavam ali e que iriamos parar de fazer "putaria" (exatamente essa palavra)ali em seu estabelecimento, retirando os copos quase que quebrando-os uns nos outros!


Pedimos a conta de imediato, mas percebemos que aquilo era um tipico caso de homofobia e retrucamos e o senhor apenas zombava de nós como se não se importasse com o que diziamos.

Saímos do estabelecimento completamente arrasados e indignados, pois sabemos que a comunidade gay de Balneário e região são um dos maiores clientes que aquele comerciante atende mas, não respeita-nos como seres humanos e muito menos teme que seu ato seja de alguma maneira repreendido.

A minha indignação maior é que em momento algum ele nos chamou de qualquer que seja nome depreciativo a nós gays, o que iria auxiliar em algum processo, apenas nos observou e esperou que fizéssemos qualquer coisa que ele julgasse errada (jogar bolinha de papel um no outro) para nos escorraçar do local.

Fizemos de tudo para não cairmos no ridículo de brigar ou fazer qualquer tipo de barraco, pois acreditamos na justiça e sabemos da mobilização do orgulho gay, a qual lutamos de verdade e sabemos que um negócio assim não deve prosperar a não ser que mudem seus conceitos conosco!


Desculpe aos nossos leitores, mas precisava desabafar de maneira a proteger nosso maior direito: o de sermos quem somos e não temermos ninguém ao demonstrar o que sentimos uns pelos outros.


O caso será levado adiante e em breve teremos novidades!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

O Preço do Prazer!





Essa semana estive pensando sobre algo que para muitos é visto como um tabu e para outros como uma oportunidade: o sexo pago!

Percebi que algumas vezes estamos mesmo é afim de um sexo sem compromisso, logo sem cobranças e todos os deveres que esperamos e buscamos em um relacionamento sério, apenas sentir prazer , e nada mais!



Mas gostaria de falar sobre pagar para sentir esse prazer. Não estou dizendo apenas de garotos de programa ou michês, estou falando também daqueles casos em que troca-se algo pelo prazer. Concordo (já generalizando) que todas as pessoas possuem seus interesses e alguns satisfazem seus desejos com aquilo que a vida lhes proporcionou.


Sendo mais específico ainda. Alguns possuem um corpo maravilhoso, uma juventude ou ainda algo que chame a atenção de outras pessoas que querem usufruir de toda essa, digamos "saúde", e possuam apenas atributos financeiros que possam satisfazer necessidades de outrem. Seria hipocrisia dizer que ambos não estão selando um acordo comercial, onde não apenas o dinheiro na cabeceira da cama ou um jantar e um presente caro são distribuidos, mas tambem satisfação de ambos.


Levando por esse lado não podemos julgar quem paga ou quem se "aluga", mas sim acreditar que as pessoas nesse relacionamento estão de acordo com seus papéis de provedor e beneficiário, e saber que o que vale a pena na vida é sermos felizes!!!






quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Pontes





Até onde ir para salvar um relacionamento?

Com os relacionamentos que tive aprendi que em cada um deles levantamos "pontes" para nos unirmos a uma outra pessoa, e algumas dessas pontes são frágeis e podem ruir a qualquer momento, enquanto outras são tão sólidas que suportam qualquer tempestade que possa vir contra elas.

Talvez com essa metáfora consigo analisar melhor os momentos vividos ao lado de uma pessoa, seja ela de um circulo de amigos, namorado, ou família. Com todas as pessoas construimos meios de contato para que o relacionamento flua.

Mas o que quero levantar é a questão oposta: será que vale a pena reconstruir essa ponte quando por algum evento ela tenha ruido?

Aprendi durante toda a minha vida a agradecer pelas coisas e pessoas que recebi, mas não aprendi a perder as coisas e as pessoas. Sofremos muito quando um ente querido vem a falecer, pois não temos certeza absoluta para onde ele partiu, apenas temos varias idéias que aprendemos a aceitar sobre sua partida. E é ai que vem a questão maior: a dúvida.

Não sabemos ao certo se será melhor ou pior sem aquele relacionamento. As vezes damos de ombros a pessoas que poderiam ter sido únicas em nossa vida, as vezes temos medo de partir para outra, pois não sabemos se sentiremos falta do que estamos deixando para trás. Sempre a dúvida. As pontes são levantadas e sempre acreditamos que elas são eternas, que mesmo num futuro muito distante, ainda estaria firme de pé. Mas a vida sempre é expert em nos contrariar, nos mostrando que aquela amizade que achávamos que duraria para sempre, acaba de um dia para o outro.

Agora voltando a pergunta inicial: Será que vale a pena reconstruir o que a vida de alguma maneira derrubou? Novamente a dúvida e por que não dizer que o futuro é como o desenhamos no presente e que aquele relacionamento acabou porque era a hora dele, e que se acabou, era pra ser uma etapa vencida. Se trouxe louros ou se trouxe perdas, isso não cabe a ninguém supor, cabe apenas a mim descobrir o que posso aprender com essa situação. Se reconstruir ou não essa ponte, ai é uma nova história...

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Ele é Bonito Demais... E agora?




E quando o menino é bonito demais?




Nunca imaginei que isso fosse problema, afinal de contas quem é que não quer ter um gato de primeira linha ao seu lado, com um corpo de dar inveja até a mais pura das amigas da boate? E ainda depois da boate vir o melhor? Levar essa beldade para cama e saber que ele é tudo que seus mais intimos desejos buscam e um pouco mais?


Pois é, isso pode ocasionar alguns probleminhas de percurso sim, afinal de contas nada nesse mundo é perfeito e muito menos para nós pobres mortais normais.


Já estou me acostumando a sair com caras lindos e perceber os comentários maldosos ao meu redor do tipo: "o que essa beesha feia e gorda esta fazendo com esse gato?" Não foi uma e nem duas vezes em que passo por isso.


O pior é a insegurança que ataca ao perceber que o gato ainda está na dúvida e prefere as vezes ficar amigo nosso para poder biscatear bastante durante o restante da noite, já que recebe muitos dos olhares dos presentes na boite.


É bom saber que existe uma diversidade e que existe todos os tipos de gostos e belezas. Tem os que gostam dos coroas, e os que gostam dos ninfetos. Os que gostam dos gordinhos e os que gostam dos sarados. Sempre há uma meia furada para um sapato velho e que não faz parte do meu legado ficar sozinho, mesmo que eu tenha passado por isso não uma e nem duas vezes, mas diversas. Acho que estou aprendendo a ser trocado e aceitar que se não me quis é porque não era para mim e tentar não ligar mais para isso. Isso espero.

domingo, 2 de agosto de 2009

Amigos e Família.





Todos conheçem aquele velho ditado pra lá de batido mas de uma verdade plenamente imbatível: Amigos são a família que temos a opção de escolher.

A grande realidade é que somos seres profundos e possuímos caráter e personalidades bastante complexas e diferentes entre si, com isso transparecemos defeitos e ocultamos qualidades com muita facilidade. Não é fácil convivermos uns com os outros. Com família é assim, vivemos próximos todos os dias e nos defrontamos com personalidades e caráter diferentes dos nossos e procuramos nos adequar de alguma maneira já que não temos escolha. Mas quando com amigos é diferente, temos a opção de escolha de acordo com nossos próprios parâmetros.

Com os gays não é diferente, também temos esses choques culturais e ambíguos no tocante a nossas amizades. Temos uma sensibilidade nata e procuramos sempre pessoas parecidas conosco para nos bem relacionar. Quando digo sempre, estou relatando as características mais latentes de nossa personalidade se comparada a das pessoas com quem nos envolvemos. Dificilmente teremos relacionamento profundo com pessoas avessas a essas características. Isso não é preconceito e sim seleção natural. Diga-me com quem andas e te direi quem és! Provérbio mais que verdadeiro ainda. Se encontramos alguém parecido conosco em alguns aspectos, pode ser que ali uma amizade nasça.
Infelizmente há ao nosso redor pessoas com pontos negativos que precisam ser explorados e analisados para que não nos machuquemos com amigos e companheiros desleais ou que de alguma forma possam nos prejudicar. Como num relacionamento conjugal há necessidade de tempo para se conhecer bem a pessoa, para saber os defeitos e as qualidades e a possibilidade de construção de um relacionamento de cumplicidade a ser contemplado


Podemos assistir os Big Brothers e As Fazendas da vida e percebermos como as pessoas se chocam constantemente umas com as outras com suas opiniões e com suas verdades para então poderem viver numa pequena sociedade aceitável a eles.

Ai percebemos que cada um de nós possui uma história de vida, alguns sairam de casa cedo, outros perderam os pais, ainda outros moram com os pais e outros ainda com tios, ou ainda parentes próximos. O conceito de família tem se transformado consideravelmente nos últimos tempos e temos visto nascer novas formações bem além do tradicional pai e mãe que estavamos acostumados nas últimas gerações famíliares. Em alguns casos, como particularmente o meu por exemplo, mora-se sozinho e elege-se os amigos mais próximos como a família atual, já que a família original mora longe. Um dos modelos mais vividos por nós gays nos grandes centros.

É uma grande aventura ter amigos! Desde o momento em que me assumi como gay tenho gozado de amizades verdadeiras com pessoas verdadeiras que conheci no dia a dia ou no trabalho e até nas baladas. Acredito que atraio isso para minha vida já que procuro ser verdadeiro e leal para com eles como bom escorpiano que sou. Mas não sou bobo de acreditar que tenho amigos aos montes ou que sou amado por todos que admiro, mas que os poucos que tenho são leais a mim e não importa se eu tenho dinheiro ou não, se sou bonito ou não, ou então se tenho o que falar, estão ao meu lado e posso contar com eles em todas as horas.

Esses amigos sim são a família que escolhemos, ou melhor, aqueles que a vida nos presenteou.




sexta-feira, 31 de julho de 2009

Disponível!!!


Quando estamos realmente disponíveis?

Essa semana estive meditando sobre estar pronto para um novo amor, e prestei atenção em duas variantes: várias vezes queremos um relacionamento e não estamos realmente disponíveis para isso e ainda outras vezes em que estamos disponíveis e não percebemos quando chega a oportunidade para se construir uma relação.


Estar disponível é um estado de espírito. É estar com a consciência tranquila de que não se deve nada a ninguém ao se relacionar com uma pessoa amorosamente, a não ser a si mesmo. Deixar para lá a listinha interminável dos contatos inúteis e estar aberto para um único contato especial. É estar preparado para novas aventuras e dispor de tempo e energia para voltar ao jogo da sedução diária, ou seja, a sedução que vai além do primeiro encontro e tornará possível os próximos encontros.


Estar atento para as oportunidades que a vida apresentar através de pessoas que nos farão bem. Não ficar aguardando a chegada de um príncipe encantado montado num cavalo branco como prêmio por ter esperado tanto tempo, mas sim uma pessoa ideal que seja o que precisamos e não necessariamente o que queremos.


Estar disponível também está relacionado a estar se preparando para o momento de encontrar essa pessoa ideal. É saber que para termos sexo casual não precisamos de muitos atributos pessoais, acredito que apenas tesão e oportunidade já são bons motivos para uma transa. Mas para termos um relacionamento precisamos ser admiráveis antes de mais nada, pois queremos amar aquela pessoa que admiramos da mesma maneira as outras pessoas conosco. Para isso devemos buscar aprimorar o que temos de melhor. Cuidarmos do corpo, cuidarmos de nossa cultura, trabalharmos bem e desenvolvermos características que nos façam bem em primeiro lugar, ai sim atraíremos a pessoa ideal que tanto buscamos.


É cuidar do jardim para que as borboletas venham e quem sabe ter a sorte de encontrar também nesse jardim o amor de nossa vida!


terça-feira, 28 de julho de 2009

Posso ter os dois?





Estive nessa última semana em um jantarzinho íntimo com alguns casais de amigos, e é claro, eu era o único solteiro da trupe, mas nem me importei muito no momento. Contei para um de meus amigos, o Victor sobre meus encontros com um rapaz de quem estava afim, e a decepção já que percebia ele estar apenas afim de fazer sexo comigo e nada mais.


_Você já tem quem te coma, não precisa de alguém que te ama!


Fiquei um pouco confuso com a mas logo percebi que existem esses dois tipos de relacionamentos que desenvolvemos em nossas vidas depois de adultos.


Penso que o homem pensa 101% do seu tempo em sexo e em fazer sexo, e em como será o sexo. Posso estar sendo um pouco exagerado. Ele pensa também em se alimentar!

Então é natural que tenhamos vários casos em nossa vida adulta. Como eu dizia alguns querem romance, vida a dois e outros apenas relacionamento sexual transitório e sem compromisso. Ai surge o problema no momento em que queremos a um e o outro ao mesmo tempo.

Ai então chegamos ao nirvana dos relacionamentos: o casamento!


Mas é tão complicado unir-mos isso em um só relacionamento. Somos bígamos por natureza e queremos um pouco de cada coisa e tudo ao mesmo tempo. Queremos carinho, mas queremos sexo selvagem. Queremos paixão e queremos amor! Sempre estamos nessa busca. Uma coisa ninguém pode dizer sobre nós, que somos desesperançosos. Sempre esperamos, sabemos que uma hora vai acontecer.


Que possamos estar preparados para quando esses dois nos encontrem, e estejamos preparados para uma relação monogâmica de verdade!

domingo, 12 de julho de 2009

Escolher o certo?





Quando a gente fala sobre escolhas, logo percebemos que nem sempre ter muitas opções é um bom sinal. Não sei se é o medo de escolher a opção errada que mais tortura ou então, ter de lutar para que a opção certa nos encontre depois...

Foi isso que passei em certa situação quando estava entre algumas possíveis opções de relacionamentos que tinham tudo (ou mesmo nada) para dar certo, e eu precisava escolher.

Havia conhecido Tiziano, um belo jovenzinho de apenas 19 anos através do novo namorado de Ricardo, João Pedro, também no auge dos seus 18 anos.

Claro que a diferença de idade pode em algum momento atrapalhar, mas o principal ponto que ainda nos atrapalha é a sua indecisão quanto sua sexualidade. Mas ainda assim ele continua sendo um belo espécime do sexo masculino, que muito me instiga.

Nesse mesmo período, conheci Renato, um engenheiro que atualmente mora no estado do Mato Grosso, mas que pretende voltar a Balneário Camboriu, pois é ali que moram seus pais e a cidade que ama, mas para isso pretende casar-se. Um dos atributos que mais me chamaram atenção nele além do fato dele ser lindo, simpático, batalhador e querer casar, foi ainda o fato dele me achar lindo. Pode ser mais perfeito? Não... Os dois possuem situações diferentes, mas também dificuldades para um relacionamento duradouro... Uma é a imaturidade e incerteza de Tiziano, em contraste com a distância e os cinco anos ainda que Renato ficaria no Mato Grosso.

Os dois seriam grandes pretendentes não fossem essas questões, mas eu precisava escolher.

Num sábado a noite, Ricardo resolve fazer um jantar em sua casa, e eu convido a Renato para conhecer meus amigos, mas principalmente para meus amigos conhecerem a ele. Porém, João Pedro havia convidado a Tiziano para jantar conosco. Estavamos João Pedro e Ricardo, e eu e Renato e Tiziano. Para não fazer feio me desdobrava ao servir a um e a outro um drink.

Sentava ao lado de Renato, mas não conseguia deixar de perceber que o olhar de Tiziano estava sempre em minha direção.

Quando percebi que não sabia o que fazer me propus a cozinha lavar a louça, e prontamente Tiziano se pos a ajudar-me na tarefa. Não sabia como podia me sentir atraido por um menino, já que nunca foram o meu alvo de admiração. Sou sincero em dizer que gosto de homem com cara de homem e jeito de homem. Nada de meninos, por mais bonito que sejam.

Enquanto Renato ficava na sala falando com meus amigos sobre assuntos que eu diria, irrelevantes (Madonna e Cher) Tiziano me ajudava na cozinha, quando lhe furtei um beijo. Ele afastou-se, mas não deixou de estar ao meu lado. Ali percebi que tinha de escolher por um dos dois, pois sabia que a felicidade depende de escolhas. Alguma posição teria de ser declarada, ou ao lado de um ou do outro.

Fiz minha escolha ali na hora mesmo. Deixei a Renato na sala com meus amigos e fui ao quarto conversar com Ricardo. Chegando a Tiziano logo em seguida. Conversamos e acabei esquecendo completamente a Ricardo na sala. Após algum tempo, Renato percebe que não estava afim dele e se despede de mim e volta para seua casa decepcionado. Dificilmente eu deixaria isso acontecer antes disso, mas como havia escolhido tinha de acatar o que pudesse ocorrer.

Aquela noite acabei ficando com Tiziano, pude perceber que a vida é mesmo feita de escolhas, algumas sábias e outras nem tanto. Posso ter errado na escolha, mas o mais importante era que eu deixava de ser um expectador na minha vida e estava fazendo algo para mudar algum ponto. Se eu permanecer no mesmo estado, nunca vou a lugar algum afinal de contas se eu fizer as coisas do mesmo jeito que tenho feito até então, continuarei a tendo os mesmos resultados que tenho tido até hoje. Então me resta torçer a ter tomado a decisão certa...





domingo, 7 de junho de 2009

Quando o ter e o não ter são o problema...




O que procuramos em um relacionamento?


Certamente poderiamos fazer uma lista com todas as respostas para essa questão, inclusive algumas necessidades naturais que possuimos e que com um parceiro acabam sendo satisfeitas, e uma delas a que todos buscamos é a necessidade de segurança.



E a maneira mais comum de segurança é a que se refere à segurança financeira.



Certa feita uma enquete em nosso site confirmou com todas as letras que o melhor partido para alguns gays é aquele bem financeiramente. Isso digo de uma enquete em que os internautas opinavam entre muitos outros itens, dando entender que o que mais importa em um parceiro ideal seria sua liberdade financeira.


Devido o fato dos gays em sua maioria não buscarem constituir família da maneira como a conhecemos tradicionalmente (pais e filhos) acabam trabalhando muito e utilizando seu dinheiro para si muito mais fortemente que alguns héteros, são os novos solteiros de sucesso. Esse mercado cor de rosa de consumo é cobiçado cada vez mais pelas empresas que conseguiram visualizar esse fenômeno.


Mas em matéria de relacionamentos, esses solteiros passam também por um pequeno problema que vem se tornando mais comum: relações de interesse. Não é mais tão dificil ver casos e mais casos de gays que descaradamente e sem nenhum pudor falam que buscam alguém apenas pelo dinheiro ou posição que a pessoa possua, se submetendo a qualquer coisa para obter a tão sonhada segurança que almeja.


Na contra-mão de tudo isso, estão aqueles que não possuem todo o glamour e sofisticação dos novos gays poderosos de nossa sociedade e acabam também sofrendo discriminação e vivendo muitas vezes sozinho, por não encontrar um par ideal.


Como sempre me questiono: Onde estão os valores reais de nós gays? Onde estamos colocando nossa felicidade, em uma viagem à Paris ou em um relacionamento com alguém sincero e amoroso? Não estou aqui em hipótese alguma defendendo o voto de pobreza ou algo assim, mas sim o conquistar passo a passo e com o suor de seu trabalho seu dinheiro, sem utilizar-se de subterfúgios para alcançá-lo.


Sei muito bem o que é sair com alguém sem nenhum centavo no bolso e como isso é deprimente, mas sei tambem que dinheiro pode comprar sim muita coisa, mas amor isso ele não compra mesmo!






terça-feira, 26 de maio de 2009

Conflito de Gerações






Estamos vivendo uma fase histórica nunca antes presenciada e nem tão menos imaginada por nossos pais e antepassados. Uma fase em que os meios de comunicação estão ditando de maneira mais expressiva a forma de viver que propriamente os mais velhos e sábios antigamente ensinavam.
Estamos vendo diariamente um conflito de gerações nunca antes vivido, onde já se discute o casamento gay, ou então a adoção de crianças por casal gay. Mas ainda assim posso considerar que falta de cada um dessa nova geração um pouco mais de entendimento.
Vejo diariamente centenas de jovens gays se perdendo em futilidades e discussões que em nada irão acrescentar em suas vidas, estas ditadas pela comunicação em massa tão expressiva. É comum conhecer alguns (não estou generalizando) que não se preocupam e nem ao menos lutam pelos direitos que um dia irão querer gozar.
A minha geração viu atônita a morte de milhares de gays devido à exposição ao vírus da AIDS. Vi meus artistas favoritos sucumbirem a esse terrível inimigo que silenciosamente se disseminava nos anos oitenta. Hoje vejo que essa geração não tem mais medo do HIV. Transam constantemente sem proteção e dizem que ninguém mais morre de AIDS. Pode até ser que o tratamento seja eficaz, mas a pessoa contaminada torna-se escrava de medicamentos, os famosos coquetéis e precisa de um cuidado todo especial para sobreviver. Isso não procuram saber.
Ainda que hoje seja status o ser gay, em um mundo onde os gays já são tão bem vistos pela sociedade, que aceitou sua maneira de ser graças à geração passada que pagou um preço alto por isso. Mas e agora vemos sim uma geração de estereótipos afeminados afetados e muitas vezes descontrolados que acabam por transformarem a vida em uma constante parada gay. Andam falando alto pelas ruas, fazendo brincadeiras muitas vezes impróprias e ofendendo outras pessoas, o que em sociedade alguma deveria ser permitido.
Vou todo ano à Parada, que deve ser a nossa forma de luta anual através da mobilização geral, mas o que tenho visto ultimamente? Uma parte significativa das pessoas fazendo daquilo mais uma festa como outras tantas em seus calendários de programações através do ano.
Queremos nossos direitos, mas cadê a nossa luta?
Se queremos ser respeitados em nossa casa, em nosso trabalho, por nossa família, será que o seremos se ainda somos promíscuos? Há lugar para cidadania em um banheirão ou em um dark room? Se a cada noite trazemos um novo “amigo” para nosso apartamento, como queremos ser respeitados pelos nossos vizinhos?
É simples. Se queremos respeito, que vivamos respeitosamente!
Ouço diariamente por héteros que existem pelo nosso mundo afora gays e gays. Aqueles que trabalham, que fazem parte da parcela significativa da sociedade que produzem e os gays que estão por ai, brincando de serem diferentes.
Que a nossa diferença não esteja apenas nas roupas ou na maneira de falar ou ainda no modo alegre de sermos, já que a própria palavra gay significa propriamente dita “rapaz alegre”, mas também o homem que conseguiu enfrentar seus maiores medos e se aceitou como alguém não apenas diferente, mas sim especial.

domingo, 24 de maio de 2009

Sozinho e Muito Bem Acompanhado!





Mais uma tarde de magia e diversão em um parque de diversões com os amigos. Não existe programa mais divertido para elevar nossa auto estima, nossos níveis de cerotonina no corpo, nossa adrenalina e é bom até para a pele.

Como fomos eu, meu amigo Ricardo e seu namorado Augusto, percebi uma situação engraçada pela qual passei em quase todos os brinquedos. Quase todos os brinquedos permitem apenas números pares de pessoas em seus vagões, bancos e cabines. E sempre que iamos, os dois iam juntos em um vagão ou no banco e eu ia junto, mas sempre um lugar ficava vago e forçando a um dos organizadores a arranjarem uma pessoa para me acompanhar, e lá ia gritando: Tem alguém sozinho? E no meio de toda a multidão que aguardavam sua vez para entrar nos brinquedos, eram pouquíssimos que estavam ali sozinhos.

Acabava me divertindo, pois percebi que se vou a um restaurante eles irão me dar um lugar em uma mesa em um canto pois as mesas geralmente são para casais. Sou o único em meu trabalho solteiro. Sempre tenho algum amigo casado que fica com pena de mim e me chama para jantar ou almoçar para não me deixar sozinho. Quando vou a alguma festa de casais, aproveito a comida e a bebida apenas.

Mas não quero escrever isso como uma tristeza ou então uma tragédia.

Estou bem obrigado! O mundo se abre em milhares de oportunidades e sei que a minha está próxima. Posso estar sozinho, mas estou muito bem acompanhado. De mim mesmo para mim mesmo! Posso casar comigo mesmo e ser feliz, posso fazer do jeito que eu gosto e ninguém ficar me olhando. Não preciso dar satisfação dos meus passos a ninguém mais que não seja eu mesmo.

Será que preciso mesmo de alguém? Será que uma terceira pessoa não iria atrapalhar minha relação já existente comigo mesmo?

segunda-feira, 11 de maio de 2009

O Que Não Vou Ser Quando Eu Crescer?




Quem me dera ser como um automóvel, e ter vindo direto da fábrica com um manual de instruções com as respostas para essa indagação.

Nessas três décadas vividas apenas uma questão consegui responder sobre a minha existência, e me sinto orgulhoso por isso mesmo sabendo que muitos outros questionamentos ainda estão sem uma solução sensata. Hoje sei exatamente o que não quero!


Não quero ser enganado novamente por pessoas que usam apenas da inocência e inexperiência de outros para se autoafirmarem como homens, mesmo que sejam gays enrustidos;

Não quero jamais enganar a mim mesmo e as pessoas ao meu redor dizendo que posso amar uma mulher e ter relações com ela normalmente como marido e esposa;

Não quero mais ter medo de chorar na frente de outras pessoas pensando que apenas os fracos demonstram seus sentimentos;

Não quero mais me enganar, dizendo que não preciso de alguém ao meu lado para ser feliz. Preciso sim de uma pessoa que me entenda e que me ame. Mas ainda assim sei que não é essa pessoa que vai me fazer feliz plenamente.

Não quero mais ter medo de começar tudo de novo se necessário. De dar a volta por cima e de dizer que errei e que estou disposto a consertar tudo. Mesmo que isso ocorra mais de uma vez!

Não quero mais ter medo de dizer: Eu te amo! De abraçar um amigo, contar uma piada, ou ainda ser o motivo de piada. Por que não rirmos todos juntos das nossas mancadas?

Não quero mais dizer que me arrependo do tempo perdido por decisões mal refletidas. Apenas sei que acertei o caminho depois de andar por vias erradas.

Não vou mais maltratar meus olhos, e nem forçar meus ouvidos a ouvirem o que não vale a pena, como também vou cuidar melhor da minha alimentação e do meu corpo afinal de contas ele já está um pouco mais gasto que antes...

Não quero mais ser privado da liberdade de ser quem eu sou, de gostar do que eu gosto e de me afirmar da maneira como penso, livre e sobretudo corajoso frente ao futuro que se desenrola.


Apenas uma coisa ainda não sei e isso também não me apavora mais, pois mesmo sem saber ao certo o que quero do futuro, já sei exatamente o que não quero!

domingo, 10 de maio de 2009

Os gritos!





E quando a foto não corresponde exatamente à pessoa que se está conhecendo via internet?




Lembrei de que certa vez estava conhecendo um menino pela internet e o mesmo era simpático e muito bonito e parecia que tinhamos muito em comum, poderia ser um daqueles casos que o destino nos presenteia e que só poderíamos agradecer.


Estava eufórico com a novidade e para aprofundar ainda mais o futuro relacionamento, liguei para ele, e para minha surpresa, uma voz extremamente feminina atendeu o telefone. No início pensei que estava errado o número que ele havia me passado, depois imaginei que fosse sua irmã que havia atendido o telefone, mas não, era a rainha da feminilidade que havia atendido o telefone!


Não sou contra os afeminados e nem me preocupo com isso. Tenho amigos que são mais mulher que muitas meninas que conheço. Faço charminho as vezes e gosto de brincar dessa forma. Mas para um relacionamento prefiro um homem com voz máscula que me faça tremer ao seu lado.


Resolvi dar uma chance maior ao meu querido amigo destino e resolvi conhecer mais de perto o menino, para ver se conseguiria ficar com ele.


No primeiro momento a voz já não era mais impecilho pois conversavamos e riamos muito, ele havia me feito uma surpresa e viera a meu apartamento. Deixei rolar, e logo estavamos nos beijando e acariciando.


Num dado momento, enquanto estavamos iniciando o ato, ele começou a gritar e gemer tão alto, mas tão alto que começei a me assustar pensando que estava tendo algum problema. Fui com mais calma, mas ele continuava gritando, até que uma hora percebi que o destino realmente havia me pregado mais uma peça, e pedi a ele que encarecidamente fosse embora.

E dessa vez confirmei o que já sabia a muito tempo: se não deu liga uma vez, não adianta insistir! É triste mas é uma verdade que fica para sempre... hehehe