terça-feira, 11 de novembro de 2008

Não é quem, é quando!










Estive lendo um livro muito interessante sobre relacionamentos a um tempo atrás, o qual não me lembro o nome agora que dava uma idéia brilhante e libertadora: as pessoas não se casam apenas por encontrarem a pessoa certa, mas sim por chegar a hora certa!

Isso quer dizer que não importa necessariamente quem é a pessoa, mas sim a hora em que estamos preparados para juntar os trapinhos.
Se levantar essa questão as coisas ficariam ainda mais contundentes já que não sei nem a hora e nem a pessoa certa para mim. Dizia aquela música: quem sabe faz a hora e não espera acontecer.


E COMO SABER SE É A HORA E A PESSOA CERTA?




O casamento tem 50% de chances de dar certo e outras 50% de chances de dar errado, isso tudo levado ainda a possibilidade de se estar na hora errada de se casar e com as pessoa errada seria ainda pior.




Nunca falei sobre um de meus ex-namorados nesse blog, o Luiz, pois sabia que para falar sobre ele teria de ser algo especial, já que ele foi especial pra mim. Ele era o cara certo que conheci na hora errada! Vivemos um caso de amor enlouquecedor que me jogou na Via Láctea de tanto prazer, mas não durou mais do que três meses.




Foi a melhor pessoa que conheci e com certeza o melhor caráter entre todos os meus relacionamentos, mas era a hora errada. Não estava eu preparado para cultivar uma vida a dois, e perdi a oportunidade! E se chegar a hora certa, será que terei novamente o homem certo para fazer a perfeita combinação que minha vida tanto necessita?






segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Não Sou Anormal!





Estava assistindo a mais um daqueles bate boca do Superpop com a Luciana Gimenez, onde um reporter e dois pastores, discutiam com uma lésbica, e dois transexuais sobre a lei da Homofobia, e em meio a tudo isso apenas uma palavra me ofendeu. Um dos pastores disse que apenas tinham direito a uma vida normal pessoas normais que possuem relações naturais de homem e mulher. Como sempre me questionei: Então sou anormal e não tenho direito a uma vida feliz por conta deles?


Fui evangélico por dez anos (isso mesmo) e em todo esse tempo sofri muito tentando esconder e até anular os desejos que possuia por homens, mas não consegui e posso afirmar que fiz tudo que era possivel!

Mesmo muitas vezes meu guia espiritual dizer que eu tinha pouca força de vontade para mudar e queria viver na lama do pecado. Mesmo assim tentei e Deus sabe o quanto lutei. Se havia congresso de libertação, lá estava eu; quando era cura interior, eu era o primeiro da fila. Sempre estava lá, pois não aceitava a minha condição de "pecador".


Li muito, mas percebi que não estava conseguindo me libertar, decidi fazer o máximo esforço para ser outro homem: me casei! Não digo que foi a melhor opção e nem a melhor coisa que fiz, mas tentei novamente. Três anos casados e posso garantir que a minha ex-esposa foi uma mulher única e maravilhosa, mas um dia lhe contei toda a verdade e nos separamos. Fui despedido de meu emprego, toda a cidade ficou sabendo do meu procedimento, e para tentar mais uma vez, a pedido do meu lider espiritual fiz uma confissão pública na igreja de que era homossexual e ainda fui para uma clínica de recuperação me curar.


Fiquei sete meses em regime quase fechado, conheci um pouco mais da vida de alcóolatras e viciados em drogas (já que a clínica era para viciados) e percebi que não ia conseguir mudar o que nasci para ser, e apenas aceitei ser como eu sou! Não sou mais e nem menos que as outras pessoas, e por isso posso afirmar que sou normal.


Não aceito mais que as pessoas me digam que não sou normal ou que não mereço ter os direitos que todas as pessoas normais tem. Exijo esses direitos e quero lutar por eles, já que sinto que essa causa necessita de mais adeptos, se a minha ajuda valer de algo, pode ter certeza que uma pessoa normal iria fazer isso!



sexta-feira, 7 de novembro de 2008

The End





Quando é que o fim de uma relação perdeu o seu romantismo?





Eram entre lágrimas o fim de um relacionamento no passado. Ele saia pela porta levando duas malinhas apenas (com esse consumismo exagerado dois baús enormes seriam impossíveis) e ela ficava aos prantos olhando a cena. Hoje um advogado chega pro marido e manda ele sair levando seu pinto senão ela vai arrancar dele como recordação dos bons tempos.





Por um fim em uma relação sempre é complicado e nunca tem certo e errado. geralmente há uma proporção igual de erros dos dois lados. Meus relacionamentos sempre foram (espero que mudem) conturbados, portanto o fim deles segue a mesma linha. Teve um que ainda não terminou, e continua me atormentando, mesmo quando ele me diz que está amando muito seu atual namorado; os meios de comunicação ajudam muito nessa hora: um terminei via embratel e o outro via MSN.



Até que a morte os separe...



A morte as vezes nos dá a cartada final para relaionamentos. A dois meses fui ao velório de um ex-namorado, e acredite fiquei muito estranho. Ter alguém a quem fui apaixonado, a quem fiz pela primeira vez um jantar a luz de velas com strogonoff (foi ali que aprendi) e de sobremesa pudim de leite a quem compus muitas poesias, e ter essa pessoa ali inerte em um caixão é horrível devido a nossa impotência.


Essa semana passei por isso novamente. Mas foi até engraçado. Liguei para um cara que estou conhecendo e tal, mas um irmão foi quem atendeu e me passou a história mais escabrosa de todas... ele morreu! O que é que está acontecendo agora, eles estão morrendo? Ou é uma maneira mais fácil de terminar com alguém? Olha só sei que fiquei arrasado, pois ainda não superei os eventos traumáticos com a morte passados recentemente. Em seguida descobri que era apenas brincadeira de muito mal gosto que eu havia caido.

Pois é, infelizmente ainda existem pessoas que brincam com isso.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Confusão no Calçadão





Muitas vezes somos confundidos com outras pessoas em determinadas circunstâncias, as vezes pela aparência física, outras vezes pelas roupas que usamos ou até mesmo pelas idéias que expressamos. Temos muitas vezes rostos comuns e outras vezes somos parecidos com celebridades, mas a verdade é que a confusão faz parte de nossas vidas diariamente.


Certa feita estava eu em São Paulo em um bairro movimentadíssimo à noite. Estavamos em dois casais e minha acompanhante foi até o orelhão acompanhar o casal amigo em uma ligação. Fiquei próximo à rua na calçada vendo todo aquele movimento. Logo um rapaz muito bonito vestindo uma regata branca que salientava suas horas na academia veio me abordar:

_Você vai ficar muito tempo por aqui?

Eu sem saber qual era o motivo daquela abordagem e sendo minha primeira vez em São Paulo respondi à primeira coisa que veio em minha mente.

_Estou com alguns amigos e já estou de saída e eles estão ali, olhe - apontando o dedo para eles de costas para mim.

O rapaz acreditou na história pois eu definitivamente não levava jeito pra aquilo, e foi se afastando até que um automóvel parou a alguns metros e após uma curta conversa o levou dali.


Fiquei boquiaberto pois nunca havia sido confundido com um michê. Naquela época foi muito constrangedor pra mim e eu nem soube levar na esportiva.

Alguns anos mais tarde, passei novamente por esse contratempo agora aqui em Balneário. Foi divertido, pois dessa vez brinquei com o "cliente" e foi melhor ainda para meu ego, pois estava em bem pior forma do que aquela no incidente em São Paulo. Fui embora sorrindo sem ter feito nada quero deixar registrado. Mas vou confessar uma coisa: Não sou contra quem faz sexo por dinheiro, mas que ter alguém disposto a pagar por uma noite de sexo conosco faz um bem. Não digo para que ninguém vá ao calçadão esperar ser confundido por um turista pois é perigoso e antimoral, mas que é boa a sensação, ah isso é!


quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Meu Pé Esquerdo





Vou começar com uma fábula infantil...



Era uma vez uma família muito pobre que morava em um sítio muito bonito, pois apesar das poucas economias que possuiam, eram muito caprichosos com aquilo que tinham. A única forma de renda que possuiam era uma vaquinha malhada que dava leite diariamente. Um vizinho muito invejoso devido ao amor e o cuidado daquela família resolveu fazer algo contra eles. Foi em uma madrugada e jogou o vaquinha do alto de um penhasco para que a família não tivesse mais aquela fonte de renda. Algum tempo depois estava ele passando pelo sítio e percebeu que ele estava ainda mais bonito, com plantações enormes e ótimas instalações. Não acreditando naquilo que via resolveu chamar o vizinho e lhe perguntou como eles cresceram tanto assim. Seu vizinho disse que aconteceu na madrugada que sua vaquinha que lhe dava leite diariamente caiu do penhasco e eles sofreram muito, mas perceberam que não podiam ficar esperando e foram a luta. Perceberam que era a vaquinha a razão do seu estado de pobreza, e conseguiram muito mais quando ela morreu.


A algum tempo venho sentindo dores fortes no meu pé esquerdo. Após pôr gesso, tirar raio x, fazer ultrassom do pé(saber se é menino ou menina, rs), tomar caixas e caixas de medicamentos fortes, descobri que não consigo andar mais da maneira como andava antes e tive de largar meu emprego que estava amando tanto...


Pra não cair em depressão tenho escrito muito, tenho colocado no blog tudo o que penso e quero dizer às pessoas e a mim mesmo. Mas o mais importante, estou redescobrindo minha vocação e minha grande paixão: a escrita.


Resultado de tudo isso ou não, esta semana saiu a minha primeira matéria em uma revista GLS de circulação em todo estado do Paraná e Santa Catarina. Acho que minha vaquinha morreu, mas tenho certeza que a vida resolveu me dar uma mão.




Site onde está meu texto sobre Insatisfação...
Acessem !!!

terça-feira, 4 de novembro de 2008

V de Vingança, P de Paixão






Dizem que a paixão é mais forte que a razão.

Mas não diga isso a um escorpiano com ascendente em leão!


Aconteceu a um tempo atrás, logo após o término com meu namorado Troy, ou melhor durante o rompimento do meu relacionamento onde ele me traiu com esse rapaz, o Italo. Pra mim foi uma situação única e quase insuportável onde terminamos e voltamos em seguida, e terminamos depois outra vez.


Algum tempo mais tarde estava em um site de bate papo foi quando começei a teclar com um rapaz muito interessante e culto. Conversamos e então ele me passou seu e-mail para adicioná-lo no MSN. Quando eu vi o e-mail eu logo liguei a pessoa ao nome. Era ele o garoto que havia sido o pivô de nossa separação! Eu o aceitei e começamos a teclar como se nada tivesse acontecido. Após alguns dias é que lhe contei toda a história sobre meu relacionamento. Claro que nem toda a história. Ainda tinha em mente fazer minha vingança nem que fosse bem sorrateira.


Acabamos nos encontrando e quando eu achava que conseguia manter a postura de mau caráter para apenas usar o coitado até que ele percebesse que eu não dava ponto sem nó e que não esqueceria ou perdoariaa eles, lá estava eu apaixonado outra vez!


Pois é, o tiro havia saido pela culatra e passei um mês tentando conquistar o homem por quem havia sido traído . Resumo da ópera: Há razões que a própria razão desconhece...



segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Tô Surtando!


Quando é que a loucura se tornou tão comum em nossas vidas?

Em matéria de relacionamentos loucos eu posso dizer que já estrapolei a quantidade indicada pelo Ministério da Saúde. Defino louco como tudo aquilo que ultrapassa a razão e o bom senso! Defino como louco tudo o que faz de mim menos do que sou e do que tenho por ambição ser! Defino por louco toda ambição impensada e sem medida que expõe a fragilidade do outro.
Num certo momento de minha vida, fui louco ao constatar que o que eu sentia não era correspondido na medida que queria e achei que devia acabar com tudo. Cheguei a conclusão de que não valeria a pena viver sem o objeto do meu amor. Numa madrugada gelada, após um incidente na boate onde gritos e tapas riscaram a noite como um trovão, defini que o mar gelado ia me fazer bem. Fui em direção ao mar em uma poética e assombrosa marcha, que loucura total.
Graças a Deus que enviou policiais e alguns que passeavam por ali para me tirarem do mar. E no momento em que tomava banho quase gelado em meu apartamento percebi que se eu quiser surtar novamente que não o faça mais no mar, que use o instrumento que me é mais propício: a escrita. Aqui posso surtar a vontade e depois voltar ileso sabendo que a loucura ainda é o melhor remédio para o comodismo!

domingo, 2 de novembro de 2008

Essas Mulheres!!!


Hoje pela manhã acordei com meu celular apitando na minha cabeça seu toque do Wonderland Avenue e quase o joguei pela janela, não pelo toque mas por quem era que estava me ligando novamente: minha irmã. Falando assim parece que sou contra minha irmã. Nunca! Sou apaixonado por ela e por todas as mulheres da minha vida. Mas é que o cuidado excessivo pra mim que sou adulto que me cansa.

Vale lembrar que uma das muitas recentes pesquisas norte-americanas(será que alguém no mundo precisa conferir se são verdadeiras?) que as mulheres possuem uma facilidade maior que o homem de demonstração de seus sentimentos e ainda possuem um instinto maternal único. Pois você já ouviu falar de homem que vai visitar mulher em presídio? Mas isso é uma outra história. Por esse motivo são mais solicitas e companheiras que os homens.

Agora com base nesses dados a gente consegue perceber muita coisa interessante nos relacionamentos gays. Um relacionamento gay nem sempre é mensurado com papéis marcados entre os dois parceiros. Não existe a mulher e o homem, as vezes somente na hora do sexo pode ocorrer de um ser passivo e outro ativo, mas também isso não define esses papéis. O ser ativo e o ser passivo não faz de um mais ou menos gay que o outro.


Mas imagina então dois homens com dificuldades de conversar sobre relacionamento juntos tentando entender os sinais de fumaça que o outro vem desenvolvendo a certo tempo sem saber como verbalizar tais sentimentos? É confuso demais! Estamos nesse terreno minado desde o dia em que assumimos um relacionamento com outro homem (digo entre amigos também), muitas vezes fugindo de um para o outro sem nos darmos conta de que precisariamos conversar.

É tão batida essa história de que só as mulheres querem conversar sobre seus relacionamentos, mas é a dura realidade, pois em todos os meus nunca consegui discutir muito e por isso terminei alguns que poderiam até terem dado certo, se não fosse a minha dificuldade de verbalizar meus sentimentos.


Não que falar sobre um assunto vai fazer com que o mesmo cesse, mas pode ajudar na busca da solução do mesmo.

Quero agradecer as mulheres da minha vida que me ajudaram a entender a minha fragilidade como homem de não saber expressar o que sinto. Minhas queridas como minha mãe, que sabe distinguir pelo telefone quando estou mentindo e quando estou dizendo a verdade sem nem necessitar olhar em seus olhos. Minhas irmãs que me ensinaram lições importantíssimas de vida, mesmo que as tenha atazanado muito na infância. Minhas muitas amigas que hoje ainda são minha referência no estudo do gênero masculino em todas as suas facetas entre elas a Mery, que sabe fazer de um ponto um conto na difícil tarefa de viver.


Mas ainda uma coisa eu agradeço, nessas mesmas pesquisas em que a gente lê em revistas femininas (risos) e assistimos no Fantástico dizem que a mulher vê problemas onde não existe e são as rainhas do drama. Graças a Deus que podemos viver menos ansiosos e preocupados que nossas companheiras de espécie, pois estou bem feliz por nem sempre ter de discutir uma relação e poder ir logo pra ação, sem me martirizar depois pelo ocorrido!