domingo, 27 de setembro de 2009

Minha Indignação!




Sempre venho à Revista Lado A expondo um pouco do meu dia a dia nos relacionamentos e questionamentos internos e procuro sempre levar à verdade da maneira mais limpa possível.


Mas esse fim de semana passei, juntamente com outros cinco amigos por uma situação que não poderia deixar em branco. Estavamos em uma lanchonete vinte e quatro horas muito conhecida e muito frequentada por gays daqui de Balneário Camboriu, conversando e brincando à respeito da balada que acabávamos de visitar. Em alguns momentos dois de nossos amigos que namoravam trocavam carícias e leves beijos no rosto e selinhos. Estavamos sentados em uma mesa localizada na calçada, ao lado das portas do empreeendimento, com um homem manobrista de carros nos vigiando. Certa feita um homem, que depois se apresentou como dono da lanchonete, se colocou atrás de nós como que nos observando.


Num dado momento um dos meninos atirou um guardanapo usado e amassado no outro por brincadeira e foi retribuido com o mesmo guardanapo. Nessa feita o homem veio até a mesa e de uma maneira grosseira mandou um dos garçons retirar os pratos e dizia que ali não era a casa de ninguém dos que estavam ali e que iriamos parar de fazer "putaria" (exatamente essa palavra)ali em seu estabelecimento, retirando os copos quase que quebrando-os uns nos outros!


Pedimos a conta de imediato, mas percebemos que aquilo era um tipico caso de homofobia e retrucamos e o senhor apenas zombava de nós como se não se importasse com o que diziamos.

Saímos do estabelecimento completamente arrasados e indignados, pois sabemos que a comunidade gay de Balneário e região são um dos maiores clientes que aquele comerciante atende mas, não respeita-nos como seres humanos e muito menos teme que seu ato seja de alguma maneira repreendido.

A minha indignação maior é que em momento algum ele nos chamou de qualquer que seja nome depreciativo a nós gays, o que iria auxiliar em algum processo, apenas nos observou e esperou que fizéssemos qualquer coisa que ele julgasse errada (jogar bolinha de papel um no outro) para nos escorraçar do local.

Fizemos de tudo para não cairmos no ridículo de brigar ou fazer qualquer tipo de barraco, pois acreditamos na justiça e sabemos da mobilização do orgulho gay, a qual lutamos de verdade e sabemos que um negócio assim não deve prosperar a não ser que mudem seus conceitos conosco!


Desculpe aos nossos leitores, mas precisava desabafar de maneira a proteger nosso maior direito: o de sermos quem somos e não temermos ninguém ao demonstrar o que sentimos uns pelos outros.


O caso será levado adiante e em breve teremos novidades!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

O Preço do Prazer!





Essa semana estive pensando sobre algo que para muitos é visto como um tabu e para outros como uma oportunidade: o sexo pago!

Percebi que algumas vezes estamos mesmo é afim de um sexo sem compromisso, logo sem cobranças e todos os deveres que esperamos e buscamos em um relacionamento sério, apenas sentir prazer , e nada mais!



Mas gostaria de falar sobre pagar para sentir esse prazer. Não estou dizendo apenas de garotos de programa ou michês, estou falando também daqueles casos em que troca-se algo pelo prazer. Concordo (já generalizando) que todas as pessoas possuem seus interesses e alguns satisfazem seus desejos com aquilo que a vida lhes proporcionou.


Sendo mais específico ainda. Alguns possuem um corpo maravilhoso, uma juventude ou ainda algo que chame a atenção de outras pessoas que querem usufruir de toda essa, digamos "saúde", e possuam apenas atributos financeiros que possam satisfazer necessidades de outrem. Seria hipocrisia dizer que ambos não estão selando um acordo comercial, onde não apenas o dinheiro na cabeceira da cama ou um jantar e um presente caro são distribuidos, mas tambem satisfação de ambos.


Levando por esse lado não podemos julgar quem paga ou quem se "aluga", mas sim acreditar que as pessoas nesse relacionamento estão de acordo com seus papéis de provedor e beneficiário, e saber que o que vale a pena na vida é sermos felizes!!!






quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Pontes





Até onde ir para salvar um relacionamento?

Com os relacionamentos que tive aprendi que em cada um deles levantamos "pontes" para nos unirmos a uma outra pessoa, e algumas dessas pontes são frágeis e podem ruir a qualquer momento, enquanto outras são tão sólidas que suportam qualquer tempestade que possa vir contra elas.

Talvez com essa metáfora consigo analisar melhor os momentos vividos ao lado de uma pessoa, seja ela de um circulo de amigos, namorado, ou família. Com todas as pessoas construimos meios de contato para que o relacionamento flua.

Mas o que quero levantar é a questão oposta: será que vale a pena reconstruir essa ponte quando por algum evento ela tenha ruido?

Aprendi durante toda a minha vida a agradecer pelas coisas e pessoas que recebi, mas não aprendi a perder as coisas e as pessoas. Sofremos muito quando um ente querido vem a falecer, pois não temos certeza absoluta para onde ele partiu, apenas temos varias idéias que aprendemos a aceitar sobre sua partida. E é ai que vem a questão maior: a dúvida.

Não sabemos ao certo se será melhor ou pior sem aquele relacionamento. As vezes damos de ombros a pessoas que poderiam ter sido únicas em nossa vida, as vezes temos medo de partir para outra, pois não sabemos se sentiremos falta do que estamos deixando para trás. Sempre a dúvida. As pontes são levantadas e sempre acreditamos que elas são eternas, que mesmo num futuro muito distante, ainda estaria firme de pé. Mas a vida sempre é expert em nos contrariar, nos mostrando que aquela amizade que achávamos que duraria para sempre, acaba de um dia para o outro.

Agora voltando a pergunta inicial: Será que vale a pena reconstruir o que a vida de alguma maneira derrubou? Novamente a dúvida e por que não dizer que o futuro é como o desenhamos no presente e que aquele relacionamento acabou porque era a hora dele, e que se acabou, era pra ser uma etapa vencida. Se trouxe louros ou se trouxe perdas, isso não cabe a ninguém supor, cabe apenas a mim descobrir o que posso aprender com essa situação. Se reconstruir ou não essa ponte, ai é uma nova história...

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Ele é Bonito Demais... E agora?




E quando o menino é bonito demais?




Nunca imaginei que isso fosse problema, afinal de contas quem é que não quer ter um gato de primeira linha ao seu lado, com um corpo de dar inveja até a mais pura das amigas da boate? E ainda depois da boate vir o melhor? Levar essa beldade para cama e saber que ele é tudo que seus mais intimos desejos buscam e um pouco mais?


Pois é, isso pode ocasionar alguns probleminhas de percurso sim, afinal de contas nada nesse mundo é perfeito e muito menos para nós pobres mortais normais.


Já estou me acostumando a sair com caras lindos e perceber os comentários maldosos ao meu redor do tipo: "o que essa beesha feia e gorda esta fazendo com esse gato?" Não foi uma e nem duas vezes em que passo por isso.


O pior é a insegurança que ataca ao perceber que o gato ainda está na dúvida e prefere as vezes ficar amigo nosso para poder biscatear bastante durante o restante da noite, já que recebe muitos dos olhares dos presentes na boite.


É bom saber que existe uma diversidade e que existe todos os tipos de gostos e belezas. Tem os que gostam dos coroas, e os que gostam dos ninfetos. Os que gostam dos gordinhos e os que gostam dos sarados. Sempre há uma meia furada para um sapato velho e que não faz parte do meu legado ficar sozinho, mesmo que eu tenha passado por isso não uma e nem duas vezes, mas diversas. Acho que estou aprendendo a ser trocado e aceitar que se não me quis é porque não era para mim e tentar não ligar mais para isso. Isso espero.

domingo, 2 de agosto de 2009

Amigos e Família.





Todos conheçem aquele velho ditado pra lá de batido mas de uma verdade plenamente imbatível: Amigos são a família que temos a opção de escolher.

A grande realidade é que somos seres profundos e possuímos caráter e personalidades bastante complexas e diferentes entre si, com isso transparecemos defeitos e ocultamos qualidades com muita facilidade. Não é fácil convivermos uns com os outros. Com família é assim, vivemos próximos todos os dias e nos defrontamos com personalidades e caráter diferentes dos nossos e procuramos nos adequar de alguma maneira já que não temos escolha. Mas quando com amigos é diferente, temos a opção de escolha de acordo com nossos próprios parâmetros.

Com os gays não é diferente, também temos esses choques culturais e ambíguos no tocante a nossas amizades. Temos uma sensibilidade nata e procuramos sempre pessoas parecidas conosco para nos bem relacionar. Quando digo sempre, estou relatando as características mais latentes de nossa personalidade se comparada a das pessoas com quem nos envolvemos. Dificilmente teremos relacionamento profundo com pessoas avessas a essas características. Isso não é preconceito e sim seleção natural. Diga-me com quem andas e te direi quem és! Provérbio mais que verdadeiro ainda. Se encontramos alguém parecido conosco em alguns aspectos, pode ser que ali uma amizade nasça.
Infelizmente há ao nosso redor pessoas com pontos negativos que precisam ser explorados e analisados para que não nos machuquemos com amigos e companheiros desleais ou que de alguma forma possam nos prejudicar. Como num relacionamento conjugal há necessidade de tempo para se conhecer bem a pessoa, para saber os defeitos e as qualidades e a possibilidade de construção de um relacionamento de cumplicidade a ser contemplado


Podemos assistir os Big Brothers e As Fazendas da vida e percebermos como as pessoas se chocam constantemente umas com as outras com suas opiniões e com suas verdades para então poderem viver numa pequena sociedade aceitável a eles.

Ai percebemos que cada um de nós possui uma história de vida, alguns sairam de casa cedo, outros perderam os pais, ainda outros moram com os pais e outros ainda com tios, ou ainda parentes próximos. O conceito de família tem se transformado consideravelmente nos últimos tempos e temos visto nascer novas formações bem além do tradicional pai e mãe que estavamos acostumados nas últimas gerações famíliares. Em alguns casos, como particularmente o meu por exemplo, mora-se sozinho e elege-se os amigos mais próximos como a família atual, já que a família original mora longe. Um dos modelos mais vividos por nós gays nos grandes centros.

É uma grande aventura ter amigos! Desde o momento em que me assumi como gay tenho gozado de amizades verdadeiras com pessoas verdadeiras que conheci no dia a dia ou no trabalho e até nas baladas. Acredito que atraio isso para minha vida já que procuro ser verdadeiro e leal para com eles como bom escorpiano que sou. Mas não sou bobo de acreditar que tenho amigos aos montes ou que sou amado por todos que admiro, mas que os poucos que tenho são leais a mim e não importa se eu tenho dinheiro ou não, se sou bonito ou não, ou então se tenho o que falar, estão ao meu lado e posso contar com eles em todas as horas.

Esses amigos sim são a família que escolhemos, ou melhor, aqueles que a vida nos presenteou.




sexta-feira, 31 de julho de 2009

Disponível!!!


Quando estamos realmente disponíveis?

Essa semana estive meditando sobre estar pronto para um novo amor, e prestei atenção em duas variantes: várias vezes queremos um relacionamento e não estamos realmente disponíveis para isso e ainda outras vezes em que estamos disponíveis e não percebemos quando chega a oportunidade para se construir uma relação.


Estar disponível é um estado de espírito. É estar com a consciência tranquila de que não se deve nada a ninguém ao se relacionar com uma pessoa amorosamente, a não ser a si mesmo. Deixar para lá a listinha interminável dos contatos inúteis e estar aberto para um único contato especial. É estar preparado para novas aventuras e dispor de tempo e energia para voltar ao jogo da sedução diária, ou seja, a sedução que vai além do primeiro encontro e tornará possível os próximos encontros.


Estar atento para as oportunidades que a vida apresentar através de pessoas que nos farão bem. Não ficar aguardando a chegada de um príncipe encantado montado num cavalo branco como prêmio por ter esperado tanto tempo, mas sim uma pessoa ideal que seja o que precisamos e não necessariamente o que queremos.


Estar disponível também está relacionado a estar se preparando para o momento de encontrar essa pessoa ideal. É saber que para termos sexo casual não precisamos de muitos atributos pessoais, acredito que apenas tesão e oportunidade já são bons motivos para uma transa. Mas para termos um relacionamento precisamos ser admiráveis antes de mais nada, pois queremos amar aquela pessoa que admiramos da mesma maneira as outras pessoas conosco. Para isso devemos buscar aprimorar o que temos de melhor. Cuidarmos do corpo, cuidarmos de nossa cultura, trabalharmos bem e desenvolvermos características que nos façam bem em primeiro lugar, ai sim atraíremos a pessoa ideal que tanto buscamos.


É cuidar do jardim para que as borboletas venham e quem sabe ter a sorte de encontrar também nesse jardim o amor de nossa vida!


terça-feira, 28 de julho de 2009

Posso ter os dois?





Estive nessa última semana em um jantarzinho íntimo com alguns casais de amigos, e é claro, eu era o único solteiro da trupe, mas nem me importei muito no momento. Contei para um de meus amigos, o Victor sobre meus encontros com um rapaz de quem estava afim, e a decepção já que percebia ele estar apenas afim de fazer sexo comigo e nada mais.


_Você já tem quem te coma, não precisa de alguém que te ama!


Fiquei um pouco confuso com a mas logo percebi que existem esses dois tipos de relacionamentos que desenvolvemos em nossas vidas depois de adultos.


Penso que o homem pensa 101% do seu tempo em sexo e em fazer sexo, e em como será o sexo. Posso estar sendo um pouco exagerado. Ele pensa também em se alimentar!

Então é natural que tenhamos vários casos em nossa vida adulta. Como eu dizia alguns querem romance, vida a dois e outros apenas relacionamento sexual transitório e sem compromisso. Ai surge o problema no momento em que queremos a um e o outro ao mesmo tempo.

Ai então chegamos ao nirvana dos relacionamentos: o casamento!


Mas é tão complicado unir-mos isso em um só relacionamento. Somos bígamos por natureza e queremos um pouco de cada coisa e tudo ao mesmo tempo. Queremos carinho, mas queremos sexo selvagem. Queremos paixão e queremos amor! Sempre estamos nessa busca. Uma coisa ninguém pode dizer sobre nós, que somos desesperançosos. Sempre esperamos, sabemos que uma hora vai acontecer.


Que possamos estar preparados para quando esses dois nos encontrem, e estejamos preparados para uma relação monogâmica de verdade!

domingo, 12 de julho de 2009

Escolher o certo?





Quando a gente fala sobre escolhas, logo percebemos que nem sempre ter muitas opções é um bom sinal. Não sei se é o medo de escolher a opção errada que mais tortura ou então, ter de lutar para que a opção certa nos encontre depois...

Foi isso que passei em certa situação quando estava entre algumas possíveis opções de relacionamentos que tinham tudo (ou mesmo nada) para dar certo, e eu precisava escolher.

Havia conhecido Tiziano, um belo jovenzinho de apenas 19 anos através do novo namorado de Ricardo, João Pedro, também no auge dos seus 18 anos.

Claro que a diferença de idade pode em algum momento atrapalhar, mas o principal ponto que ainda nos atrapalha é a sua indecisão quanto sua sexualidade. Mas ainda assim ele continua sendo um belo espécime do sexo masculino, que muito me instiga.

Nesse mesmo período, conheci Renato, um engenheiro que atualmente mora no estado do Mato Grosso, mas que pretende voltar a Balneário Camboriu, pois é ali que moram seus pais e a cidade que ama, mas para isso pretende casar-se. Um dos atributos que mais me chamaram atenção nele além do fato dele ser lindo, simpático, batalhador e querer casar, foi ainda o fato dele me achar lindo. Pode ser mais perfeito? Não... Os dois possuem situações diferentes, mas também dificuldades para um relacionamento duradouro... Uma é a imaturidade e incerteza de Tiziano, em contraste com a distância e os cinco anos ainda que Renato ficaria no Mato Grosso.

Os dois seriam grandes pretendentes não fossem essas questões, mas eu precisava escolher.

Num sábado a noite, Ricardo resolve fazer um jantar em sua casa, e eu convido a Renato para conhecer meus amigos, mas principalmente para meus amigos conhecerem a ele. Porém, João Pedro havia convidado a Tiziano para jantar conosco. Estavamos João Pedro e Ricardo, e eu e Renato e Tiziano. Para não fazer feio me desdobrava ao servir a um e a outro um drink.

Sentava ao lado de Renato, mas não conseguia deixar de perceber que o olhar de Tiziano estava sempre em minha direção.

Quando percebi que não sabia o que fazer me propus a cozinha lavar a louça, e prontamente Tiziano se pos a ajudar-me na tarefa. Não sabia como podia me sentir atraido por um menino, já que nunca foram o meu alvo de admiração. Sou sincero em dizer que gosto de homem com cara de homem e jeito de homem. Nada de meninos, por mais bonito que sejam.

Enquanto Renato ficava na sala falando com meus amigos sobre assuntos que eu diria, irrelevantes (Madonna e Cher) Tiziano me ajudava na cozinha, quando lhe furtei um beijo. Ele afastou-se, mas não deixou de estar ao meu lado. Ali percebi que tinha de escolher por um dos dois, pois sabia que a felicidade depende de escolhas. Alguma posição teria de ser declarada, ou ao lado de um ou do outro.

Fiz minha escolha ali na hora mesmo. Deixei a Renato na sala com meus amigos e fui ao quarto conversar com Ricardo. Chegando a Tiziano logo em seguida. Conversamos e acabei esquecendo completamente a Ricardo na sala. Após algum tempo, Renato percebe que não estava afim dele e se despede de mim e volta para seua casa decepcionado. Dificilmente eu deixaria isso acontecer antes disso, mas como havia escolhido tinha de acatar o que pudesse ocorrer.

Aquela noite acabei ficando com Tiziano, pude perceber que a vida é mesmo feita de escolhas, algumas sábias e outras nem tanto. Posso ter errado na escolha, mas o mais importante era que eu deixava de ser um expectador na minha vida e estava fazendo algo para mudar algum ponto. Se eu permanecer no mesmo estado, nunca vou a lugar algum afinal de contas se eu fizer as coisas do mesmo jeito que tenho feito até então, continuarei a tendo os mesmos resultados que tenho tido até hoje. Então me resta torçer a ter tomado a decisão certa...